Quem faz a Eu Que Fiz

Por aqui, a gente sempre acreditou que fazer e criar são atos de esperança*.

E a esperança, quando acesa, coloca todo o resto em movimento.

Você sabe, tem uma coisa aí dentro. Um comichão, uma voz, que quer que você faça, crie, invente moda, transforme alguma coisa com as próprias mãos. Mas a vida lá fora vem chegando com todas as suas imediatices, de pouquinho em pouquinho aquela voz vai sendo abafada, e a sua vontade vai ficando para depois – Depois que comprar uma ferramenta nova. Depois que fizer o curso certo. Depois que juntar todo o material. Depois que tiver um tempo na agenda para pensar em tudo que é necessário.

A gente vai ficando pra depois.

Mas já estamos cansadas de esperar o depois chegar.

Aqui nós somos duas, Soraya e Jessica, mãe e filha, inquietas, curiosas, mexedeiras, fazedoras, mas que por muito tempo se sentiram completamente estáticas. A gente se dobrava e desdobrava – pra tudo, e mais um pouco. Mas sem mover um milímetro sequer em direção àquele comichão, àquela voz que o tempo todo nos diz que somos capazes e que nossas mãos podem fazer muito mais.

Frustradas e sem saber como voltar a nos movimentar, a gente sentou com papel e caneta na mão pra tentar descobrir o que estava faltando. E percebemos que o problema não era falta de vontade — nunca foi. Era um buraco entre a vontade e o começo de qualquer coisa.

A Eu que Fiz nasceu pra tapar esse buraco.

A gente pensou em cada kit com todos os ingredientes fundamentais para tapar os buracos que aparecerem no caminho. Só tem um ingrediente essencial faltando na caixinha — e é também o mais importante: Suas mãos.

E quando a gente começa a fazer, a gente aprende, ganha autonomia, se movimenta, vira agente. E depois de começar é impossível parar, por isso, as ferramentas que chegam na sua caixa não são para ficar presas num projeto único — elas seguem com seu movimento, acompanham tudo o que quiser criar depois.

Porque fazer com as mãos não é hobbie. Não é passatempo. É conhecimento. É terapia. É autonomia. É a certeza de que você pode, sim, transformar… do material que está na sua frente até o que ainda nem tem forma.

E aí, bora começar a dizer: Eu Que Fiz?

*Obrigada pela lição, Corita Kent 💜

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